Comunicação Atrativa: O que não fazer?

8 09 2010

Publicações  internas são como todos os outros órgãos de comunicação: não existem se não tiver um público. A publicação pode continuar a ser feita e distribuída, mas nada adianta se não for lida e analisada pelos seus leitores.

Manter uma publicação atraente é importantíssimo, pois cada funcionário que o lê transforma-se num pólo de informações sobre a empresa. O sucesso de uma publicação interna é diretamente proporcional à utilidade das informações veiculadas para os funcionários. O jornal interno que não leva informações de seu interesse está condenado ao fracasso.

É necessário também levar em consideração outros fatores, como textos muito extensos e linguagem muito densa. De nada adianta o tema ser interessantissimo e relevante se não é bem estruturado e não prende a atenção do colaborador até o fim. Textos muito longos são consativos e tendem a não ser lidos até o final.

Página de publicação interna com somente texto, sem imagens. Muito contéudo deixa a matéria pesada sem atratividade.

Ao utilizar imagens, outro erro muito comum é poluir a publicação visualmente. É desagradável e cansativo quando existem muitos elementos brigando entre si.

Muitos elementos chamando a atenção em uma mesma página

Em matérias com conteúdo denso e teórico, onde não existe outra maneira de passar a mensagem de uma forma mais despojada, uma boa saída é o uso de gráficos e infográficos como já mostrado anteriormente no blog.

Para finalizar, na grande maoria das revistas internas existe uma editoria do colaborador, onde ele pode contar um pouco sobre si mesmo ou dar a sua opinião sobre determinado assunto que está ocorrendo dentro da organização. Iniciativas como essa são muito bem vistas pelos funcionários, pois faz com que eles façam parte da organização e vistam a camisa. Essa é a oportunidade perfeita para mostrar que a organização também se importa com o funcionário e valorize cada um.

Editorias como essa, escritas pelo funcionário, costumam sempre trazer uma foto pequena do autor/colaborador. Por que não aumentar o espaço de participação e assim dar maior visibilidade para seu funcionário?

É valido lembrar, que cada organização possui o seu público alvo diferente, com suas particularidades. Dessa forma, é necessário fazer periódicamente uma pesquisa com os leitores e verificar a aceitação do conteúdo veiculado. Assim podemos conhecer mais profundamente o público interno e tornar mais eficazes as formas de atingi-lo, informá-lo e satisfazê-lo através do jornal empresarial.





Estudo de Efetividade na Comunicação

16 08 2010

Os diversos canais de comunicação existentes em uma organização são utilizados para estimular a circulação de informações e a interação interna, favorecendo a participação, o esclarecimento de dúvidas e o compartilhamento de sugestões. A melhoria desses canais existentes, a ampliação da rede interna de comunicação, o estímulo ao compartilhamento de informações, o alinhamento de mensagens são os desafios prioritários a serem enfrentados pela comunicação institucional voltada para o público interno. Bem como procurar uma maneira de torná-los mais atrativos para que tornem o interesse na busca de informações num hábito contínuo.

Case TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais contratou uma consultoria para realizar uma pesquisa para avaliar a efetividade da sua comunicação interna, que foi realizada por formulário eletrônico disponível na intranet, com participação voluntária dos interessados.

Um dos principais passos foi investigar quais eram os veículos preferidos peles funcionários e qual a forma que eles de fato obtinham a informação.

Meios de Comunicação preferidos para obter informação sobre o TJMG

 

Meios que usam para se manterem informados sobre o TJMG

Ao analisar os dois gráficos é possível ver uma relação direta entre a preferência pessoal por certos veículos e os meios de fato utilizados na busca pela informação. O que se se infere disso é óbvio, mas passa muitas vezes despercebido por aqueles que disseminam as notícias: os funcionários buscam meios com os quais estejam familiarizados e com aqueles que despertam seu interesse.

Trabalhos como esse realizado pelo TJMG são importantes para descobrir o que agrada o público interno, pois de nada adianta ter inúmeros veículos de informação e soltar “n” notícias ao vento se as pessoas buscam em lugares específicos. Na maioria dos casos, é mais interessante aperfeiçoar o meio que desperta o maior interesse do público aprofundando a relação de interatividade com o canal. Ou, se for estratégia da organização ter vários meios, tornar mais atrativos os outros veículos, acrescentando inovação e singularidade para que os funcionários sintam vontade de buscar a informação de uma forma diferente, tendo uma experiência distinta.

Nos próximos posts, falaremos sobre como resgatar veículos e torná-los mais atraentes.

 

Para ver a pesquisa completa do TJMG, clique aqui.





Abordagem estratégica com o twitter

9 08 2010

Infográfico interessante sobre abordagem estratégica de diversos públicos utilizando o twitter: 

 

+ 40 infográficos sobre mídias sociais, aqui.





Dica: Infográficos para passar uma mensagem

9 08 2010

No dia a dia corporativo, os infográficos são uma ótima opção para passar uma mensagem teoricamente complicada, facilitando a compreensão do texto e dando uma noção mais rápida e clara dos sujeitos, do tempo e do espaço da mensagem.

Esses quadros informativos que misturam texto e ilustração para transmitir uma informação visualmente possuem um forte apelo visual, colaborando não só para a melhor compreensão, como para a atratividade da mensagem.





Fusão Santander e Banco Real

17 06 2010

Em 8 de outubro de 2007 foi feita uma disputa para a aquisição de 86% banco holandês ABN Amro. Um consórcio de bancos, composto pelo britânico Royal Bank of Scotland, o belga-holandês Fortis e o espanhol Santander,  fechou o negócio por 71 milhões de euros.   

Como parte do negócio, o Santander tomaria conta do ABN Amro na América Latina, incluindo o Banco Real.   

   

   

Um desafio para a Comunicação Interna

  

Santander + Banespa:   

No início dos anos 90, o Santander surpreendeu as demais instituições financeiras com a aquisição do Banespa. Enquanto detalhes das negociações ganhavam espaço na mídia, sutilmente, os choques da fusão eram amenizados por estratégias de comunicação que não foram públicadas.   

“Minutos depois de batido o martelo, clientes e funcionários receberam duas cartas: uma assinada pelo antigo presidente, Eduardo Guimarães, e outra por Gabriel Jaramillo, presidente do Santander”, lembra o vice-presidente de assuntos corporativos do grupo, Miguel Jorge. O texto tinha a missão de esclarecer dúvidas e, principalmente, tranqüilizar os funcionários.   

O medo de perder o emprego rondava os corredores das agências do Banespa momentos depois de finalizado o leilão. A direção sabia que a questão era delicada, ainda mais quando os jornais publicaram que três mil seriam demitidos. A empresa lançou, então, seu Plano de Demissões Voluntárias (PDV), que precisava ser divulgado para todos.  A intranet, o jornal mural e o Banespiano, publicação interna com 28 anos de circulação, foram utilizados para comunicar a possibilidade do PDV. Esses dois últimos deixariam de existir tempos depois e foram substituídos pelo Conexão, iniciando-se o processo de integração de duas culturas distintas. “Os funcionários tinham de saber que, apesar de haver duas instituições (Santander e Banespa), eles trabalhavam para uma única empresa que teria como objetivo ser o maior banco do País”, frisa Miguel Jorge.   

Santander + Real   

Em ambientes de fusão ou aquisição, o esclarecimento aos funcionários é de fundamental importância. Com o Banco Real, o Santander não agiu diferente. As estratégias de comunicação não foram publicadas, porém, existiu uma iniciativa interessante que tentou fazer a junção de culturas e unir o melhor das duas organizações:  O Encontro de Varejo 2010.   

O Encontro Varejo é um tradicional evento realizado pelo o Banco Real no ExpoTransamérica, pela proporção é chamado de ENCONTRÃO e reúne todos os gerentes de agências do todo o Brasil em um único evento, com 4 dias de duração.   

O encontro foi moldado de acordo com a campanha de fusão dos dois bancos: JUNTOS.   

Para a recepção dos convidados, são entregues camisetas vermelhas com o logo do evento para que todos fizessem parte do mesmo time. No foyer, antes da entrada para a sala pricipal de atrações, os convidados tiravam fotos em sets fotográficos interativos com mensagens de motivação.  

  

O vice-presidente do banco, José Paiva, convida o presidente Fabio Barbosa para abrir as atividades do evento e  fazer a  apresentação detalhada das oportunidades e desafios do caminho que levará o Santander a posição de melhor banco no Brasil.  

Em seguida, o evento vira uma noite temática circense para motivar os 3600 funcionários presentes com uma apresentação especial mostrando que a união faz a força.  

  


  

Nos 4 dias de evento, entre lançamentos de campanhas, dinâmicas, sorteios e apresentações especiais, o super evento contou com participações de Marcos Cazuo, Patrícia Poeta, como mestra de cerimônia, Fafá de Belem e Chitãozinho & Xororó, como a atração final.  

   

 





Comunicação Interna por Mario Persona

10 06 2010

Mario Persona é escritor, palestrante, professor, consultor de comunicação estratégica e marketing.

A entrevista está disponível em seu canal no YouTube e fala sobre os erros e acertos da Comunicação Interna dentro das empresas. É bastante interessante, vale a pena conferir!





Social Media Lovers

7 06 2010

As redes sociais estão em todo lugar e cada vez mais sendo utilizadas pelas organizações pelo seu alcance, prático monitoramento e facilidade para interagir e se comunicar com o público externo. Mas e o público interno?

Muitas organizações não se envolvem nas redes sociais e até mesmo bloqueiam o acesso dentro da organização, alegando a perda de foco dos funcionários e falta de produtividade. Mas não é o que afirma os estudos divulgados pela Universidade de Melbourne:

Segundo o estudo, 70% dos funcionários usam a internet no escritório para fins pessoais. Este grupo se mostrou 9% mais produtivo e criativo em comparação àqueles que não usavam a internet para fins de diversão.

“A navegação corporativa para fins pessoais pode melhorar a concentração dos funcionários”, afirmou Brent Coker, do departamento de marketing da universidade. “As pessoas precisam relaxar um pouco para terem de volta sua concentração”.

“Empresas gastam milhões em softwares para bloquear vídeos, redes sociais ou sites de e-commerce para seus funcionários partindo da premissa que tais atividades lhes custam milhões de dólares em produtividade. Este não é o caso”.

Mais um bom motivo para a organização investir em seu próprio espaço na rede, não?

fonte: IDGnow!

Rede Interna de Relacionamento

Da mesma maneira que são utilizadas para a comunicação com os consumidores, as redes sociais podem criar uma rede interna de relacionamento com os funcionários, onde eles podem ser ouvidos, dar opiniões e interagir uns com os outros.

As plataformas mais utilizadas são os blogs. Neles as organizações podem divulgar a sua marca, criando um blog público e de interesse geral e também um blog interno, com notícias da empresa. Uma ação interessante é deixar que os próprios funcionários alimentem o blog com experiências e aprendizado organizacional.

O Orkut, Facebook e Twitter são redes sociais muito amplas. Por isso, dentro dessas plataformas deve existir um monitoramento e verificar se as informações que são divulgadas lá não podem comprometer o nome de sua organização. Um bom exemplo é o Caso LocaWeb:

 

 

O caso é antigo, mas é um ótimo exemplo da falta de controle que as organizações possuem sobre as redes sociais e seus funcionários. Após esse infeliz tweet, Alex Glikas, diretor comercial da LocaWeb, foi demitido e teve seu perfil no twitter moderado. Os tweets ofensivos foram deletados, assim como sua foto e bio. E ainda postaram uma sequencia de tweets com pedidos de desculpas:

 

Mas, será que essa foi a melhor atitude?

Quando ocorre alguma crise, a empresa não deve se esconder. A LocaWeb apagou as pistas e crucificou seu diretor pelo erro. Mas o erro não seria da marca que não criou uma política de uso para as mídias sociais? A marca deveria ter assumido o erro e criado canais de comunicação para falar sobre o ocorrido. Nada foi resolvido.

Sobre como se dar bem no mundo das redes sociais, este artigo do Cláudio Torres dá 7 recomendações básicas para se dar bem na rede e monitorar o nome de sua marca.        

E você, o que acha sobre a participação das empresas nas redes sociais?

       








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